segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sou um quarto bagunçado

Se eu fosse me definir em algo tangível, eu diria que eu sou um quarto bagunçado. Meu interior é todo desorganizado, dentro de mim eu encontro sentimentos descartáveis jogados pelo chão, boas lembranças penduradas na cabeceira da cama (pode ser que eu precise usar elas mais uma vez), mágoas passadas amontoadas em um canto (eu prometi que tiraria elas de lá semana passada, 
mas...), sonhos jogados pelo chão, às vezes tropeço em alguns e acabo me machucando.

As realizações eu mantenho sempre em uma prateleira visível do lado dos passos errados, é preciso que elas estejam expostas em um local que eu possa ver bem, pois eu sempre preciso olhar pra elas quando eu penso em desistir, ou quando eu preciso tomar uma decisão precipitada. A preguiça eu guardo sempre no fundo do armário, mas não sei o que acontece, pois todo dia de manhã ela vai parar em cima da minha cama. A saudade fica embaixo do travesseiro, e ela sempre se manifesta durante aqueles minutinhos que eu espero o sono chegar. O Amor fica pendurado em um sininho que eu deixo em cima da janela, ele já caiu e quebrou algumas vezes por não suportar as ventanias, mas eu sempre consigo consertar e fazer com que ele pareça novinho em folha. Os medos estão embaixo da cama, guardados em caixas velhas, consegui me livrar de alguns em faxinas e mudanças que eu fiz, mas outros são tão grandes e obsoletos, que não servem pra reciclagem e lixeiro nenhum gostaria de carregar.

Eu preciso arrumar essa bagunça toda, organizar sentimentos por ordem de importância e chegada, mas deixa assim, semana que vem eu me organizo...

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